fim não significa fracasso
Ana,
você é um poema que eu queria poder tatuar nos ossos,
em cada parte falha de mim,
te sentir percorrendo as minhas células me faz pensar que a minha pele é habitável.

“Por que borboletas?”
Por fim, tudo se resume nas borboletas não é mesmo?
O que eu sou além de uma pequena borboleta quebrada voando por aí?
Encontrei minhas asas e o vento me levou pra junto de milhares de outras
Então por que as borboletas?
Porque elas estão em tudo.
Elas estão em todos.
Tem borboletas no meu cabelo, no meu estômago, nos meus pulmões
Eu vejo as borboletas em você, te rodeando
Eu sei que por fim tudo é um bater de asas
Mas nessa vida, escolhi viver como uma borboleta.
Se eu estiver parecendo distante e indiferente, ignorante até, não desista de mim, só estou triste e isso vai passar.
nós iríamos a um funeral de mãos dadas
chegaríamos em casa
e eu me trancaria no quarto
você com essa espécie de luz azul
dançando sob a sua pele
não me veria enlouquecer
em tons rosa pastel
c.
Não sei onde foi que eu li, a beleza não está nem na luz da manhã nem na sombra da noite, está no crepúsculo, nesse meio-tom, nessa ambiguidade. Estou lhe dando um crepúsculo numa bandeja e você se queixa.




